O projeto residencial desenvolvido para Juliana e Guilherme não é apenas uma aplicação de normas; é uma interseção profunda entre a acessibilidade física (o chegar e usar), a acessibilidade de conteúdo (a compreensão do espaço) e, fundamentalmente, a acessibilidade atitudinal (o respeito à individualidade e aos sonhos dos moradores).
Diferente de um espaço público, projetado para a média estatística de usuários, esta residência foi desenhada com foco exclusivo na pessoa e em todos que ali habitam. O eixo norteador não foi a deficiência em si, mas a personalidade, os hábitos, o estilo de vida ativo e os anseios da Juliana e do Guilherme.
O projeto partiu da premissa de que a acessibilidade residencial deve ser flexível. Utilizamos a NBR 9050 como referência, mas priorizamos a antropometria da moradora. Através de testes reais e medições de alcance (sentada e em pé), definimos alturas de bancadas, nichos e mobiliário que garantem que cada centímetro da casa seja funcional e independente.

















A sala e a cozinha são totalmente integradas, permitindo raios de giro amplos para a cadeira de rodas e superfícies de trabalho com áreas livres inferiores para aproximação frontal.
A área externa conta com uma piscina e um spa com sistemas de acesso facilitado (degraus e bancos de transferência), horta elevada e fire pit, provando que o lazer acessível pode (e deve) ser sofisticado.
Do escritório planejado com trilhos eletrificados ao dormitório infantil e à lavanderia (que inclui área de cuidado para pets), cada ambiente foi pensado para eliminar o esforço e promover a inclusão.
Acessibilidade é sobre pessoas
Transformando espaços
através da Arquitetura Acessível
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